2 de dezembro de 2016

Bloco Bode Expiatório

 
   Associação Recreativa, Cultural e Carnavalesca Bloco Bode Expiatório nasceu em 2015 para expurgar todos os males durante o carnaval. Da junção de um grupo de amigos e amigas foliões de diversos blocos carnavalescos da Zona Sul de Natal.
    O objetivo principal é fomentar a cultura local, lembrando que o Carnaval é uma das poucas manifestações populares que agrega o turista durante o período do festejo de Momo.
    O Bloco Bode Expiatório não recebe ajuda de nenhum ente público, isso inclui a prefeitura da Cidade do Natal. Sobrevive com a realização de eventos durante o ano todo, como festa de São João, luau, rifas e doações dos associados. Assim, “colocar o bloco na rua” tem um custo e cobrir essas despesas só é possível com a ajuda dos simpatizantes do carnaval de rua.
    Enfatizamos que todos os recursos são revertidos em prol das atividades culturais do bloco, sendo o carnaval seu evento principal. Todos os associados são voluntários e nosso intuito é promover a cultura, incentivando a arte e o comércio local.
   Natal já deteve o título de “terceiro maior carnaval do país”. O mesmo entrou em declínio com a tragédia do Baldo em 1984, o que contribuiu para que o evento fosse excluído do calendário e da “memória” da população local. No entanto, a partir de 2006 a prefeitura iniciou um projeto para revigorar o carnaval de Natal, importando a ideia de Recife. Foram criados polos de carnaval em alguns pontos da cidade (Redinha, Ribeira, Centro Histórico e Ponta Negra), nos quais a Prefeitura cede apoio à instalação de palcos e a contratação de cantores e bandas locais.
   Os blocos da Zona Sul começaram a desfilar, por acaso, há uma década atrás. O objetivo era o de animar o bairro, carente de movimentação festiva nesses dias. A ideia foi tomando corpo e agregando cada vez mais pessoas, até ser incorporada no calendário oficial do período festivo da cidade. Há assim, um mercado a ser explorado, uma vez que o movimento de Blocos Carnavalesco vem crescendo em todo o país.
   O Carnaval da Cidade do Natal/RN, cresceu nesses últimos anos, e tem nos Blocos Carnavalescos de Rua um dos seus principais aliados. Fenômeno esse que não é exclusivo da Cidade do Natal, mais de várias outras, que encontrou nos blocos, o combustível para o renascimento de seus carnavais.
São os blocos de rua que todos os anos arrastam milhares de pessoas, sejam moradores locais ou turistas que visitam a cidade nesse período de Folia de Momo.
   O Bloco Bode Expiatório no seu Segundo ano, vem com uma proposta ousada para o Carnaval 2017, escolheu como tema o ¨Mundo Maravilhoso do Circo¨. O desafio é resgatar o lado lúdico dos foliões, uma mistura mágica entre o universo de encantos e descobertas do circo com a alegria do carnaval.
   Todos são convidados a mergulhar nesse mundo, onde Carnaval e Circo se fundem, e o resultado dessa mistura não poderia ser outro, senão a Alegria.
  “O BODE FAZ PEGAR FOGO NO CIRCO DA FOLIA”
O Carnaval 2017 do Bloco Bode Expiatório é realizado em várias etapas. Começamos com as Prévias Carnavalescas:
   JANEIRO/2017 
- Dias 14 e 28: (BAR)ATONA DO BODE -  os foliões percorrem bares próximos uns dos outros, daí a expressão “baratona”. Este evento consiste numa parceria do Bloco com diversos Bares Locais, onde toda comunidade é convidada a participar dessas prévias carnavalescas regadas a muito frevo e marchinhas,
   FEVEREIRO/2017
- Dias 04,11 e 18: ENSAIOS DO BLOCO -  Ensaio da folia, com a música temática, conduzida pela Orquestra de Frevo contratada, em local público a ser definido, com a presença dos foliões e púbico em geral para aquecer os ânimos para grande apresentação.
- Dia 24: DESFILE DO BLOCO –A partir das 18 horas, com concentração em frente ao Estacionamento do Praia Shopping, já dentro do corredor da folia, onde seus foliões se aglomeram, para iniciarem os Festejos de Momo e abrir o carnaval de blocos no Polo de Ponta Negra. Teremos a recepção dos foliões com a Orquestra e ballet de Frevo, onde terão a oportunidade de aplicar pinturas e adereços relativos ao tema, para às 20 horas, seguirem em direção ao Palco Principal do Carnaval da Zona Sul (Praça Ecológica de Ponta Negra ou Praça dos Gringos). O corredor da folia é o momento de apresentação do Bloco, animados pela musicalidade de Orquestra de Frevo de 15 músicos, que durante todo o percurso executam frevos e marchinhas alusivas ao carnaval, promovendo uma grande confraternização por todo o trajeto.

30 de novembro de 2016

RÉQUIEM PARA EDUARDO VILAR

 Prof. Eduardo Vilar Cunha                                                                                           Foto: João Neto

Odúlio Botelho Medeiros
Em nome da Diretoria do IHGRN


“Quem é fiel nas pequenas coisas será fiel também nas grandes, e quem é injusto nas pequenas será injusto nas grandes”.(Lc. 16,10)


             Em vida o nosso pranteado JOSÉ EDUARDO VILAR CUNHA cumpriu muito bem a sua MISSÃO TERRESTRE ou mesmo conduziu com coragem a sua Cruz vivencial. Nascido em 1949, aqui mesmo em Natal, era filho do Médico Joaquim Luz Cunha e da Senhora Maria Vilar Cunha. De sua amena trajetória podemos adiantar que Eduardo nasceu para praticar o bem. Amigo dos seus amigos enfrentou as intempéries do destino com muita e eficaz dignidade.
Formou-se em Engenharia Civil pela nossa Universidade Federal e era graduado em Física pela UFPE (1970), também graduado em Jornalismo pela UNP (2008) e em Direito pela citada Universidade. Na verdade, Eduardo Vilar além de demonstrar uma inquietude intelectual, era possuidor de reconhecido domínio emocional, podendo ser considerado um homem leal e fiel aos seus inúmeros amigos. Poliglota, porque cursado em Espanhol – Elementar Málaga / Espanha em 2007; Inglês pela Internacional House London e Curso de Língua Italiana realizado em Firenze, na Itália. Mesmo sendo possuidor de vários títulos culturais, além de outros aqui referenciados – por serem tantos – considerava-se “da mesma estatura” diante dos outros contemporâneos, sem gestos de esnobismo ou mesmo de grandiloqüência.
O seu convívio aqui no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte ocorreu de forma amena e respeitosa. Ultimamente, fazia parte de nossa Diretoria, onde ocupava o cargo de Diretor Financeiro-Adjunto e comparecia com regular freqüência à Casa da Memória, diminuída um pouco por força do mal que o atingiu fulminantemente. Embora já atingido pela “seta da enfermidade”, mesmo assim, comparecia às tertúlias “inventadas” por Ormuz, manejadas pelo violão de Roberto Lima e apoiadas pelo entusiasmo de Armando Holanda – um novo menestrel e Augusto Leal, o nosso querido Guga. Desejamos minhas senhoras e meus senhores, acrescentar a estas notas biográficas que Eduardo Vilar Cunha muito produziu em favor da cultura potiguar, tendo publicado vários trabalhos de cunho profissional, literários e jornalísticos, sendo autor do livro “Joaquim Luz: Memórias”, dentre tantos outros por ele elaborados. Foi um viajante efetivo, principalmente à França, pois a cultura francesa o encantava, como encantado agora está, na Misericórdia Divina.  Pregava Lucas – 17,16 – “Prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano”.
Recebam todos os seus familiares as nossas Homenagens Póstumas.



                                    

28 de novembro de 2016

VINGT-UN ROSADO



 




                                                     Vingt-Un Rosado


 Jurandyr Navarro

C
idadão elogiável, ligou-se de corpo e alma à Cultura. Entendemos todos ser a divulgação do Saber, empresa difícil num Estado como o Rio Grande do Norte, que somente cinco Governadores, durante o século XX, se preocuparam mais com as exi­gências intelectuais: Alberto Maranhão, José Augusto, Juvenal Lamartine, Aluízio Alves e Walfredo Gurgel. O Mecenas da nossa História prodigalizou as Artes e prestigiou a divul­gação de livros; os dois seridoenses cuidaram da Educação, o Voto feminino e a Avia­ção; Aluízio fez uma pequena Universidade - a Fundação "José Augusto" e Walfredo criou a Procuradoria Geral do Estado, escola prática de aprendizado jurídico, o Conse­lho Estadual de Cultura e construiu a nossa ainda maior Biblioteca "Câmara Cascudo", representante da Biblioteca Nacional em nosso Estado. Wilma de Faria imitou-os, nessa cruzada santa.
Ciente das dificuldades do nosso meio, no qual, os governantes, na sua quase totalidade viram as costas para a Cultura, assim mesmo, o grande Vingt-Un Rosado não esmorece no seu afã de semear, em abundância, a semente da intelectualidade na ambiência potiguar.
E da sua teimosia saiu milagres. Consagrou-se como o maior editor: mais de três mil títulos ele conseguiu publicar de sua autoria e de muitos autores norte-rio-grandenses. Feito notável de uma personalidade iluminadora de mentes. A Coleção Mossoroense é assim dizer uma verdadeira enciclopédia: assuntos os mais variados transitam nessa coletânea elogiável - história, literatura, ciência, arte, nos seus gêneros mais diversifica­dos como poesia, oratória, jornalismo, romance, zoologia, biologia, zootecnia, arqueolo­gia, mineralogia, geologia etc.
"Coisa admirável", disse Unamuno, "em todas as grandes crises da sociedade, a misteriosa Mãe que rege os destinos do Universo tem como em reserva um homem extraordinário. Chegando o momento, se apresenta, caminha com passo firme para cumprir o destino que o Eterno lhe assinalou".
O ilustre filho de Mossoró pertence a todas as nossas Instituições Culturais, tendo criado uma delas: a Academia de Ciência do Rio Grande do Norte.
Engenhoso, conseguiu, sem alarde, multiplicar a editoração de obras, tornando o pequenino Rio Grande do Norte mais conhecido lá fora pela pujança da sua inteligência.
Ocupou cargos públicos tendo desempenho mais fecundo na ESAM, onde empre­gou os métodos da ferramenta que aprendera em Lavras, nas Minas Gerais, quando adolescente, depois de ter enfrentado o vestibular!
Dirigiu, também, o INS - Instituto Nacional do Sal, onde se houve com dedicação e dignidade, muito realizando pela amada Mossoró, região salineira e outras localidades da pequenina terra potiguar.
Tudo realizou em recatada solidão, na tranquilidade de um trabalho edificante de grandezas reais e palpáveis, para o presente e dimensionado para o futuro.
Na área cultural impõe-se como o nome mais importante da terra de Santa Luzia.
Foi o idealizador da Universidade Regional, hoje, realidade, funcionando com inú­meros Cursos. Da sua mente inspiradora saiu a ideia da Escola de Serviço Social, sonho tornado realidade.
Igualmente à Caixa de Pandora, ele guardou a Esperança no seu coração, para poder sempre ter alento para outros devaneios realizáveis.
O nosso respeito por individualidade tão rara da cultura mossoroense, potiguar e nacional.


23 de novembro de 2016

MÚSICA POPULAR BRASILEIRA


 Severino Vicente

Para compreendermos a riqueza de ritmos e melodias contidos na música popular brasileira, num país de proporções continentais, é necessário um olhar que remonte há duzentos anos atrás, onde estão fincadas suas raízes. As cidades de Salvador e Rio de Janeiro, os centros mais adiantados do Brasil à época, são responsáveis pelo surgimento dos primeiros gêneros musicais brasileiros. A modinha e o lundu.
A modinha é um gênero musical de origem ibérica que ganhou prestígio no final do século XVIII nos salões da nobreza portuguesa, sofrendo influência da valsa, saiu do popular para o erudito. Entre os seus mais importantes compositores destacamos o Padre José Maurício e Carlos Gomes, autores das famosas modinhas “Tão longe de mim distante” e “Suspiros d’Alma”.
O lundu, uma dança de negros, marcada pela ironia e umbigada. Conseguiu se afirmar com o compositor Domingos Caldas Barbosa, alcançando os salões da fidalguia da metrópole. Este ritmo saltitante foi sucesso e proporcionou fortuna a compositores como Francisco Manuel da Silva, autor do Hino Nacional, com o “Lundu da Marrequinha”.
Do lundu originou-se o choro no Rio de Janeiro, com músicos que se reuniam para alegrar festas em casas de família. Davam arranjos às melodias à sua maneira, tocando em estilo chorado que eram denominados de “chorões” pela população. Um dos mais importantes compositores de “chorinhos” foi Vila-Lobos, participante assíduo dessa confraria.
Estávamos no final do século XIX quando surge a consagrada Chiquinha Gonzaga, a “Vovó da música popular brasileira”, primeira mulher no Brasil a participar de um grupo de chorões com sua famosa marcha “Ó abre alas”, inspirado nos ritmos da musicalidade negra que deu ao carnaval carioca algo de inconfundível.
O objetivo do grupo dos chorões era adaptar esses ritmos a uma tendência puramente brasileira, começando com o maxixe na década de 1920, substituído pelo samba, espalhando-se pelos centros urbanos como música típica dos brasileiros com Ernesto dos Santos (Donga) através do sucesso “Pelo telefone”. A partir daí o país é invadido por este contagiante ritmo musical originado do batuque dos negros e que tem no compositor mineiro Ary Barroso um dos principais protagonistas na década de 1940: “No tabuleiro da baiana” e “Aquarela do Brasil”, sucesso absoluto na voz inconfundível de Carmem Miranda. O samba chegou ao morro carioca, conquistou as avenidas iluminadas e, através das escolas de samba, tornou-se a maior atração do carnaval carioca e contagiou o Brasil.
Derivada de ritmos negros do carnaval carioca surge a marcha, “Ó abre alas”, de Chiquinha Gonzaga. Samba e marcha no século passado ganharam prestígio e sucesso com aparecimento do rádio e das gravadoras de discos, com músicos e compositores oriundos da classe média que se apossaram desses ritmos para encher o Brasil de alegria, ginga e boemia. Eram marchinhas, marcha-rancho, samba-canção, samba de breque, samba-choro, tendo Pixinguinha como um dos seus mais autênticos representantes. “Carinhoso”, quem não canta? Um clássico: “Meu coração/ não sei por que/ Bate feliz/ quando te vê (...)”.
Outros valores sacodem o Brasil, vou citar apenas alguns: Noel Rosa, “O orvalho vem caindo”, “Estrela d’alva”; Zequinha de Abreu, “Tico-tico no fubá”; Lamartine Babo, “O teu cabelo não nega” e “Juju balangandans”; Ataulfo Alves, “Saudades da Amélia”; Joubert de Carvalho, “Maringá”. Apesar de existir outros grandes nomes vou ficando por aqui com o Zé Kéti e sua “Mascara Negra”, Dorival Caymi e suas melodias inesquecíveis: “Marina, Morena você se pintou”.
Depois vem a Bossa Nova, o Tropicalismo, os ritmos afro-americanos e, nos dias atuais, o brega popularesco. “Você não vale nada/ Mas eu gosto de você”. “O Garçom tá doido/ Botou água na cachaça/ Garçom baitola, garçom baitola (...)”.



16 de novembro de 2016

Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo


Luciano Capistrano
Historiador: SEMURB/ Parque da Cidade
Professor: Escola Estadual Myriam Coeli

Professor

O professor disserta
sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudi-lo?
Vai repreende-lo?
Não.
O professor baixa a voz
com medo de acordá-lo.
(Carlos Drummond de Andrade)

                O ano 1995, acho que por volta de fevereiro ou março, iniciei minha aventura no magistério, um contrato temporário me levou a lecionar na Escola Estadual Walter Duarte Pereira, escola onde concluir o ensino médio, quanta alegria voltar a frequentar aquele espaço, aquelas salas, a biblioteca, o pátio, a quadra, agora, na condição de professor. E, o maravilhoso de tudo isso, foi o reencontro, com meus mestres, meus professores, ali, naquela escola, no Walter Duarte Pereira, me vi professor, minha escolha fortificou-se e desde então, não larguei mais o oficio de Wilson, Expedito, Marlene, Damião, Socorro,Videncial, e, tantas e tantos professores responsáveis por minhas escolhas.
Sou de uma família de professores, Antônio Pedro de Farias, meu bisavô, por parte de pai, lá na Paraíba exercia este oficio, aqui em terra Potiguar, minha avó materna, Dona Paulina, professora da comunidade do Capim, minhas referências familiares neste meu oficio. Sim, a tradição familiar se fez, tios, primos, sobrinhos, e, não posso deixar de lembrar, da minha casa, com minha mãe, eu criança, me levando para a escola onde ela lecionava, para as turmas iniciais, quantas recordações desse mundo de criança, e, meu pai, professor de história, a ele e a meu tio Antônio, credito minha escolha pelos caminhos de Clio. A história foi o caminho encontrado para o magistério, assim, me fiz professor:



Sou professor

Sou baile de favela
Sou ritmos
De saberes dialógicos
Sou Karl Marx
E seus caminhos sobre a mais-valia
Sou Santo Agostinho
Das suas cidades
A cidade de Deus
A cidade dos homens
Me fiz Freinet
Em sua pedagogia construída
Me fiz Freire
Na sua pedagogia do oprimido
Me fiz historiador
Nos extremos
Do Hobsbawm
Aos caminhos coloniais
De Capistrano
Nesse ofício
Me fiz professor
Ao sabor
Dos africanos
Dos europeus
Dos indígenas
Das lições
De Darcy
Da Casa Grande e Senzala
De Freyre
Das Raízes do Brasil
Me fiz Sérgio
Nesse fazer pedagógico
Verso a escola plural
Não doutrinária
Da escola sem partido
Me fiz crítico
Da poesia
Sem rimas
Faço meu planejamento
Diverso
Dialógico
Contrário à pedagogia
Bancária
Não crítica
Me fiz professor
Crítico.
(Luciano Capistrano)

                Nestes 21 anos, vivi encontros e desencontros com o fazer pedagógico, aprendi com meus companheiros deste labutar, a importância de ousar continuar acreditando na educação como mola mestra das transformações, como disse Rubens Alves, “não plantamos eucaliptos, plantamos carvalhos”, o nosso oficio deixa marcas nas gerações futuras. Como assinalou o mestre Paulo Freire, em sua Pedagogia da Autonomia:
Sou professor a favor da decência contra o despudor, a favor da liberdade contra o autoritarismo, da autoridade contra a licenciosidade, da democracia contra a ditadura de direita ou de esquerda. Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.

            Finalizo, este curto escrito, repetindo, como um mantra, as palavras de Paulo Freire: Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo.Sou professor a favor da esperança que me anima apesar de tudo...



[i] Frase de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia.